quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

55. Insights em turbulentos entornos VI

soterra minha alma
vira lama
calda
amálgama
de minério
sujo pó

na garganta
o nó
enjoo
repúdio ao som
do algoz-arauto

brota o espúrio
em contumélia
discurso vil
da repulSa marco

Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 13 de novembro de 2015)

 > Publicado em 25 de novembro de 2015


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

54. Poema Simples

simples poema
acena
nu
em tenra mão
o sulco da letra
palavra
pão
em mudo dilema


Alexandre Fritzen da Rocha
(São Leopoldo, 11 de novembro de 2015)

 > Publicado em 18 de novembro de 2015

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

53. Insights em turbulentos entornos V

se espalha
à navalha
em rede social
o palanque do louco
aos berros do rouco
milícia de conservadores
saem do armário
se espalham
tumores

o mau-caráter
no circo, picadeiro
machismo sustenta
demole o filho
o sistema
em vulgo tema
reino do ódio
em nome Deus
escória de casaca
em burro dilema
anti-ateneus

de terno império
profano fulano
em nome de santos
ao cheiro de pólvora
intolerante estratagema
proclama a morte com glória
destrói o poema

Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 05 de novembro de 2015)

 > Publicado em 11 de novembro de 2015

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

52. Antenas

a ponta do teu cabelo
é planta
novelo de sonho
conceito
galho solto
que antena
capta na raiz
as ideias

Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 30 de outubro de 2015)

 > Publicado em 4 de novembro de 2015

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

51. Verso solto

Uma poesia que se perde
é pena
Em verso de susto que herde
melena
Ao clangor atento e verde
acena

Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 25 de outubro de 2015)

 > Publicado em 28 de outubro de 2015

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

50. Unsmarts

a caixinha hoje
é menor
outrora grande
fixa, indoor
agregava zumbis
ao seu redor


permanece normativa
doutrina, idealiza
mas perde aos poucos
seu império
preponderância cansativa


o teclar do jovem rival
habita as mãos
de seu rebanho
e o discurso vivo
se interrompe
como antes
em novato plim plim
aos jovens e velhos infantes



Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 14 de outubro de 2015)

 > Publicado em 21 de outubro de 2015

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

49. Meio tempo

Meio aflito
não poupo tempo
ele passa como um raio
que quase não sinto
todavia eu vivo
sem pressa
os momentos simples
altivo

Meio cansado
aprecio tudo
o frescor da brisa
um aroma de café
o carinho de um beijo
ou cafuné

Meio ranzinza
reclamo dele
de sua indelicada ligeireza
todavia não perco
de viver as coisas
com clareza

Meio lúcido
logo penso
que não tenho tempo
para pensar
o tempo todo
que tempo não tenho

Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 6 de junho de 2015)

 > Publicado em 14 de outubro de 2015