sexta-feira, 6 de novembro de 2015

49. Meio tempo

Meio aflito
não poupo tempo
ele passa como um raio
que quase não sinto
todavia eu vivo
sem pressa
os momentos simples
altivo

Meio cansado
aprecio tudo
o frescor da brisa
um aroma de café
o carinho de um beijo
ou cafuné

Meio ranzinza
reclamo dele
de sua indelicada ligeireza
todavia não perco
de viver as coisas
com clareza

Meio lúcido
logo penso
que não tenho tempo
para pensar
o tempo todo
que tempo não tenho

Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 6 de junho de 2015)

 > Publicado em 14 de outubro de 2015

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