domingo, 31 de maio de 2015

14. A penas

Brisa leve
escreve
em tenra mão
papel...

No soluço frouxo
escrito há pouco
um reboliço rouco
dum emaranhado
ou teia
escrita, palavras
a penas...

Alexandre Fritzen da Rocha
(Nova Petrópolis, 2 de fevereiro de 2015)



 >> Publicado em 11 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 29 de maio de 2015

13. Soneto desconstruído às pulgas de um rato

Pulgas de ratos
Invadem meu senso
Corro, afoito, denso
Fuga aos fatos

E no meu sonho
Repugnam, adentram
De soslaio entram
No que proponho

Vermes perenes
Às pulgas emito
Gritos, sirenes!

Verso às rugas, fito
Os ratos, genes
De meu medo, rito...

Alexandre Fritzen da Rocha
(São Leopoldo, 2 de dezembro de 2014)



 >> Publicado em 4 de fevereiro de 2015.

terça-feira, 26 de maio de 2015

12. Diversos

Rimo o rito
Grito
Derramo assombro
Espirrando no ombro
A estrofe anterior

Teu poema recolho
Na lápide
Sarjeta
Escombro
E vomito uns versos

Atesto
Meio louco
O sussurro
Soluço
De meu encapsulado
Ritmo vago
Sob o buço

E me debruço
Meio tonto
Ruço
Em teu busto
Para verter em ti
Ramos de versos

Alexandre Fritzen da Rocha
(Nova Petrópolis, 19 de janeiro de 2015)



 >> Publicado em 18 de janeiro de 2015.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

11. Vagarosa

Vaga rosa
Na areia
Solta
Mente vaga
Levemente
Rosa
Na areia
Vagarosamente
Sente
Solta
Leve mente
Vagarosa

Alexandre Fritzen da Rocha
(Arroio do Sal, 2 de janeiro de 2015)



>> Publicado em 21 de janeiro de 2015

quarta-feira, 13 de maio de 2015

10. Proêmio de um novo ano

Parafraseio
Outros verões
Calado
Na esguelha do tempo
Fecho os portões
Do passado

No púlpito da vida
Impera a batuta
A regência astuta
E doida de Cronos

Morre velho
O antigo ano
Novo há pouco
Apaga-se solto
E renasce noutro


Alexandre Fritzen da Rocha
(Arroio do Sal, 2 de janeiro de 2015)


>> Publicado em 14 de janeiro de 2015.

domingo, 10 de maio de 2015

09. Noite de Natal

Brilha a estrela
na ponta
da árvore verde
e conta
reluzente
o lumiar
enfeite
do enlace
festeiro

Por inteiro
forjicando matreiro
fabricando adornos
nos entornos
do verde pinheiro
recordo cheiro
da ceia que relembro
o plácido frescor
ligeiro
da noite
de dezembro

Assim foco
realoco
a infância
o quintal
veste a ânsia
o reencontro
da noite de Natal

Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 19 de dezembro de 2014)



>> Publicado em 24 de dezembro de 2014

quinta-feira, 7 de maio de 2015

08. Sopro

Vento
Sopro
Solto
Venta
Tonto
Galho
Verde
Tom

No prelúdio
De um temporal
Verte estrondo
No sopro do vento
Que espalha
Nostálgico
A lembrança
O pensar...

Alexandre Fritzen da Rocha
(Portão, 27 de novembro de 2014)



>> Publicado no dia 17 de dezembro de 2014.

terça-feira, 5 de maio de 2015

07. Regresso (da Nova antiga cidade)

Antes
Eras verde
E agora
Ao ver-te
Nova
Uma lágrima
Verte
No cinza
Concreto

Alexandre Fritzen da Rocha
(Nova Petrópolis, 23 de setembro de 2014)



>> Publicado em 10 de dezembro de 2014.