terça-feira, 6 de outubro de 2015

43. Riso da noite

a lua está sorrindo
com uma pinta
em cima da boca
ela mostra os dentes
e beija o mar
um filete alegre
no canto do céu

Alexandre Fritzen da Rocha
(Vitória, 19 de agosto de 2015)

 > Publicado em 2 de setembro de 2015 

42. O silêncio do poeta

Quando a poesia some
Irrompe pavor
Consome

No silêncio inverso
Rompe favor
Em verso

Não peço tinta às penas
Recito alvor
Apenas

Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 3 de agosto de 2015)

 > Publicado em 26 de agosto de 2015

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

41. Insights em turbulentos entornos III

As bandeiras balançam
Os gritos saltam do peito
Arauto solto

Nas panelas vazias
Bradam percussionistas de panela
Que pouco sabem

No barulho são roubados
Por discursos mal argumentados
Compram o festim de Ares

Pedem uma justiça
Que não praticam
Cegos de razão

Surdos por seus gritos
Caminham na marcha dos hipócritas
Os escravos da ignorância  

Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 14 de agosto de 2015)

 > Publicado em 19 de agosto de 2015

terça-feira, 25 de agosto de 2015

40. Sorriso

paisagem turva
na estrada/rio
mergulhado à chuva
num incômodo granizo
um sorriso nasce
o filete de sol
torna o horizonte
plácida face

Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 13 de julho de 2015)



 >> Publicado em 12 de agosto de 2015

terça-feira, 11 de agosto de 2015

39. Bonitas tolices em buquê

Meio vulneráveis
os amantes
anômalos
infantes
tão lindinhos
e cafonas
nos vemos neles

E apaixonados
que idiota somos
isentos de escombros
meio cegos
meio tontos
tão bonitos...
óin!...
à deriva do sentir

Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 4 de novembro de 2014)



 >> Publicado em 5 de agosto de 2015

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

38. Insights em turbulentos entornos II

à porta
me fiz valente
à rua
me fiz rude
à ruga
me fiz dono
à fuga
me fiz usuário
à rusga
me fiz poema

Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 26 de junho de 2015)



 >> Publicado em 29 de julho de 2015

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

37. Retorno

pingos de gente
escorrem na chuva
o molhado vivente
que transita na rua
em paisagem cinza
alegra-se pelo regresso
no término do dia
ao sorridente lar
emaranhado em poesia

Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 15 de julho de 2015)



 >> Publicado em 22 de julho de 2015