a lua está sorrindo
com uma pinta
em cima da boca
ela mostra os dentes
e beija o mar
um filete alegre
no canto do céu
Alexandre Fritzen da Rocha
(Vitória, 19 de agosto de 2015)
> Publicado em 2 de setembro de 2015
terça-feira, 6 de outubro de 2015
42. O silêncio do poeta
Quando a poesia some
Irrompe pavor
Consome
No silêncio inverso
Rompe favor
Em verso
Não peço tinta às penas
Recito alvor
Apenas
Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 3 de agosto de 2015)
Irrompe pavor
Consome
No silêncio inverso
Rompe favor
Em verso
Não peço tinta às penas
Recito alvor
Apenas
Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 3 de agosto de 2015)
> Publicado em 26 de agosto de 2015
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
41. Insights em turbulentos entornos III
As bandeiras balançam
Os gritos saltam do peito
Arauto solto
Nas panelas vazias
Bradam percussionistas de panela
Que pouco sabem
No barulho são roubados
Por discursos mal argumentados
Compram o festim de Ares
Pedem uma justiça
Que não praticam
Cegos de razão
Surdos por seus gritos
Caminham na marcha dos hipócritas
Os escravos da ignorância
Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 14 de agosto de 2015)
Os gritos saltam do peito
Arauto solto
Nas panelas vazias
Bradam percussionistas de panela
Que pouco sabem
No barulho são roubados
Por discursos mal argumentados
Compram o festim de Ares
Pedem uma justiça
Que não praticam
Cegos de razão
Surdos por seus gritos
Caminham na marcha dos hipócritas
Os escravos da ignorância
Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 14 de agosto de 2015)
> Publicado em 19 de agosto de 2015
terça-feira, 25 de agosto de 2015
40. Sorriso
paisagem turva
na estrada/rio
mergulhado à chuva
num incômodo granizo
um sorriso nasce
o filete de sol
torna o horizonte
plácida face
Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 13 de julho de 2015)
(Porto Alegre, 13 de julho de 2015)
terça-feira, 11 de agosto de 2015
39. Bonitas tolices em buquê
Meio vulneráveis
os amantes
anômalos
infantes
tão lindinhos
e cafonas
nos vemos neles
E apaixonados
que idiota somos
isentos de escombros
meio cegos
meio tontos
tão bonitos...
óin!...
à deriva do sentir
Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 4 de novembro de 2014)
(Porto Alegre, 4 de novembro de 2014)
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
38. Insights em turbulentos entornos II
à porta
me fiz valente
à rua
me fiz rude
à ruga
me fiz dono
à fuga
me fiz usuário
à rusga
me fiz poema
Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 26 de junho de 2015)
(Porto Alegre, 26 de junho de 2015)
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
37. Retorno
pingos de gente
escorrem na chuva
o molhado vivente
que transita na rua
em paisagem cinza
alegra-se pelo regresso
no término do dia
ao sorridente lar
emaranhado em poesia
Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 15 de julho de 2015)
(Porto Alegre, 15 de julho de 2015)
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